Exemplo de CV

Exemplo de Currículo de Analista de Cibersegurança (SOC)

Este exemplo mostra como estruturar um currículo de Analista de Cibersegurança para o mercado português, com um perfil de SOC de nível intermédio. Repare como cada ponto de experiência combina uma ação defensiva concreta com um resultado mensurável e uma tecnologia identificada. Adapte os valores à sua realidade — nunca copie métricas que não consegue sustentar em entrevista.

Written & reviewed by the CVWon Editorial Team · Updated julho 2026

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Analista de Cibersegurança

Perfil profissional

Analista de Cibersegurança com 5 anos de experiência em operação de SOC 24/7, especializado em deteção de ameaças, triagem de alertas e resposta a incidentes. Experiência comprovada com Microsoft Sentinel e Splunk, EDR CrowdStrike Falcon e mapeamento de técnicas ao MITRE ATT&CK. Historial de redução do tempo médio de resposta (MTTR) e de afinação de regras de correlação para diminuir os falsos positivos. Certificação GCIA e OSCP em conclusão. À vontade em ambientes regulados pelo RGPD e pela NIS2, com articulação com o CNCS e o CERT.PT.

Principais conquistas

Triagem de uma média de 180 alertas por turno em Microsoft Sentinel, com priorização segundo a criticidade e o mapeamento ao MITRE ATT&CK, mantendo a fila de L1 abaixo dos 15 minutos de espera.
Redução de 40% dos falsos positivos ao longo de seis meses, através da reescrita de mais de 60 regras de correlação (analytics rules) e da criação de watchlists de ativos críticos.
Condução da resposta a 12 incidentes de phishing com comprometimento de credenciais, contendo o acesso em menos de 30 minutos e coordenando a reposição com a equipa de sistemas.
Implementação de playbooks de automação (SOAR) que reduziram em 25% o tempo médio de resposta (MTTR) no isolamento de endpoints via CrowdStrike Falcon.
Execução de campanhas mensais de gestão de vulnerabilidades com Nessus e Qualys, priorizando a remediação de mais de 200 vulnerabilidades críticas segundo o CVSS e o risco de negócio.
Participação em exercícios de threat hunting com base em hipóteses do MITRE ATT&CK, resultando na deteção de duas técnicas de persistência não cobertas pelas regras existentes.
Elaboração de relatórios pós-incidente e apoio à notificação de violações de dados à CNPD dentro do prazo de 72 horas exigido pelo RGPD.

Formação académica

Percurso típico no mercado português: licenciatura em Engenharia Informática ou em Segurança Informática num instituto politécnico (por exemplo, o ISEP no Porto, o IPCA em Braga ou o IPBeja), frequentemente complementada por uma pós-graduação em Cibersegurança. Muitos analistas iniciam a carreira num SOC de prestadores de serviços geridos (MSSP) enquanto concluem as certificações.

Certificações

CompTIA Security+
GIAC Certified Intrusion Analyst (GCIA)
Offensive Security Certified Professional (OSCP)
Certified Ethical Hacker (CEH)
CISSP (ISC²) — para perfis seniores
CISM — para funções de gestão e governação de segurança
Formação em resposta a incidentes do CNCS / Academia de Cibersegurança

Competências

Que competências deve destacar um CV de Analista de Cibersegurança?

Técnica

Deteção de ameaças e triagem de alertas Resposta a incidentes e análise forense inicial Gestão de vulnerabilidades (priorização por CVSS) Análise de logs e correlação de eventos Threat hunting orientado ao MITRE ATT&CK

Competências comportamentais

Comunicação clara sob pressão durante incidentes Rigor e atenção ao detalhe na triagem Trabalho em equipa e em turnos rotativos Capacidade de documentação e de reporte

Ferramentas

Microsoft Sentinel Splunk IBM QRadar CrowdStrike Falcon Nessus Wireshark MISP
Categoria Competências
Técnica Deteção de ameaças e triagem de alertas, Resposta a incidentes e análise forense inicial, Gestão de vulnerabilidades (priorização por CVSS), Análise de logs e correlação de eventos, Threat hunting orientado ao MITRE ATT&CK
Ferramentas Microsoft Sentinel, Splunk, IBM QRadar, CrowdStrike Falcon, Nessus, Wireshark, MISP
Competências comportamentais Comunicação clara sob pressão durante incidentes, Rigor e atenção ao detalhe na triagem, Trabalho em equipa e em turnos rotativos, Capacidade de documentação e de reporte

Nota setorial

Em Portugal, a procura por analistas de SOC concentra-se em Lisboa, no Porto e, cada vez mais, em Braga, impulsionada por MSSP, banca, telecomunicações e centros de serviços partilhados internacionais. A transposição da diretiva NIS2 e o Regime Jurídico da Cibersegurança (RNCS) alargaram as obrigações de segurança a mais setores, aumentando a procura por profissionais capazes de operar segundo as orientações do CNCS e de assegurar a notificação atempada de incidentes.

FAQ

Perguntas frequentes

Um perfil júnior de SOC ronda os 22.000 € a 28.000 € brutos anuais (14 meses); um analista intermédio (L2) situa-se entre os 30.000 € e os 42.000 €; perfis seniores e de resposta a incidentes ultrapassam frequentemente os 50.000 €, sobretudo em Lisboa e em multinacionais.

Depende do rumo. O OSCP é prático e valorizado em funções ofensivas e de deteção avançada; o CISSP é de gestão e exige cinco anos de experiência, sendo mais adequado a quem ambiciona coordenação ou governação. Para um analista de SOC em início de carreira, a sequência Security+ → GCIA/eJPT → OSCP costuma ser mais eficaz.

Sim. Grande parte da documentação, das plataformas e da comunicação nos SOC internacionais é em inglês. Muitas equipas em Portugal operam para clientes estrangeiros, pelo que o inglês técnico é praticamente obrigatório; um segundo idioma (espanhol, francês ou alemão) é uma mais-valia.

Indique explicitamente a experiência em regime de turnos rotativos e a disponibilidade para escala 24/7, pois muitos SOC funcionam ininterruptamente. Refira também a prática de procedimentos de escalonamento e de passagem de turno (handover), muito valorizada pelos coordenadores.

Se tiver, sim — registos (writeups) de CTF, deteções personalizadas (regras Sigma), scripts de apoio à triagem ou laboratórios documentados reforçam a candidatura. Garanta apenas que não expõe informação sensível de antigos empregadores.

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