Modelo de CV

Currículo de Engenheiro de Machine Learning: modelo e guia prático

Um bom currículo de Engenheiro de Machine Learning demonstra que os modelos que desenvolveu chegaram a produção e se mantêm fiáveis, e não apenas que treinou modelos num notebook Jupyter. Ao contrário do currículo de Cientista de Dados, o foco recai sobre MLOps, latência de serving, monitorização de drift e custo por inferência. Neste guia encontra a estrutura, as palavras-chave que os sistemas ATS procuram e os erros mais comuns no mercado tecnológico português.

Written & reviewed by the CVWon Editorial Team · Updated julho 2026

Criar já o seu CV
Modelo ou exemplo: Esta página dá-lhe a estrutura, as secções essenciais e as competências para criar o seu próprio CV de Engenheiro de Machine Learning. Quer ver primeiro um exemplo completo e comentado? Ver o exemplo de CV de Engenheiro de Machine Learning →

Um currículo forte de Engenheiro de Machine Learning traduz cada projeto em impacto mensurável em produção: quantos pedidos por segundo o modelo serve, qual a latência p95, quanto caiu o custo por inferência e como a monitorização detetou drift antes de afetar o negócio.

Otimização ATS

Palavras-chave ATS

Inclua estas palavras-chave no seu CV para passar nos sistemas de gestão de candidaturas (ATS).

MLOps Python PyTorch TensorFlow Kubernetes Docker feature store model serving CI/CD MLflow Kubeflow Apache Airflow monitorização de drift AWS SageMaker SQL

Um currículo forte de Engenheiro de Machine Learning traduz cada projeto em impacto mensurável em produção: quantos pedidos por segundo o modelo serve, qual a latência p95, quanto caiu o custo por inferência e como a monitorização detetou drift antes de afetar o negócio. Em vez de listar algoritmos, demonstra domínio do ciclo de vida completo — controlo de versões de dados e modelos, pipelines de CI/CD, retreino automático e reprodutibilidade. Referir a conformidade com o Regulamento da IA da UE (Reg. UE 2024/1689) e com o RGPD é um diferenciador crescente junto de empregadores em Lisboa, no Porto e em Braga.

Estrutura

Que secções deve incluir um CV de Engenheiro de Machine Learning?

Resumo profissional

É o primeiro bloco que o recrutador e o ATS leem; deve posicionar o candidato como engenheiro de produção, e não como investigador.

Exemplo

Engenheiro de Machine Learning com 4 anos a colocar modelos em produção em ambientes Kubernetes, responsável por pipelines que servem 2 milhões de inferências diárias com latência p95 inferior a 80 ms.

Experiência com métricas de produção

Distingue o Engenheiro de ML do Cientista de Dados: o que conta é a fiabilidade do modelo em serviço, e não apenas a exatidão em teste.

Exemplo

Reduzi o custo por inferência em 38% ao migrar o serving de instâncias GPU permanentes para autoscaling com KServe, mantendo a latência p99 abaixo de 120 ms.

Competências e stack técnico

Concentra as palavras-chave que o ATS procura; deve separar linguagens, frameworks de ML e ferramentas de MLOps.

Exemplo

Python, PyTorch, TensorFlow; MLflow, Kubeflow, Airflow; Docker, Kubernetes, Terraform; feature store Feast; AWS SageMaker e GCP Vertex AI.

Projetos e pipelines

Permite demonstrar o ciclo de vida completo — dados, treino, serving e monitorização — que muitos currículos omitem.

Exemplo

Pipeline de retreino semanal com deteção automática de drift (Evidently), acionando reavaliação e promoção de modelo apenas quando a métrica de negócio o justifica.

A evitar

Quais são os erros mais frequentes num CV de Engenheiro de Machine Learning?

Apresentar apenas exatidão ou F1 em conjuntos de teste, sem qualquer métrica de produção como latência, throughput ou custo por inferência.
Confundir o papel com o de Cientista de Dados, realçando exploração e estatística em vez de serving, escalabilidade e MLOps.
Omitir ferramentas concretas de MLOps (MLflow, Kubeflow, Airflow, feature store), deixando o ATS sem palavras-chave para reconhecer o perfil.
Não referir a conformidade — RGPD, CNPD e o Regulamento da IA da UE (Reg. UE 2024/1689) —, cada vez mais exigida em setores regulados.
Descrever modelos sem indicar o volume de dados, a frequência de retreino ou como se monitoriza a degradação em produção.

FAQ

Perguntas frequentes

O Cientista de Dados centra-se na exploração, na estatística e na prototipagem de modelos; o Engenheiro de ML foca-se em levar esses modelos a produção de forma fiável — serving, latência, escalabilidade, monitorização de drift e pipelines de retreino. O currículo deve refletir essa operação em produção.

Convém referir orquestração (Airflow, Kubeflow), rastreio de experiências e registo de modelos (MLflow), contentorização e escalonamento (Docker, Kubernetes), uma feature store (Feast) e monitorização (Evidently, Prometheus). São estas as palavras-chave que os sistemas ATS associam ao perfil.

Sim. Referir a conformidade com o Regulamento da IA da UE (Reg. UE 2024/1689), o RGPD e a supervisão da CNPD demonstra maturidade, sobretudo em setores regulados como a banca, os seguros e a saúde presentes em Lisboa e no Porto.

Não é obrigatório, mas a maioria das ofertas no mercado português valoriza uma licenciatura ou um mestrado em Engenharia Informática, ou uma formação equivalente num instituto politécnico. Experiência comprovada em produção e um portefólio sólido podem compensar a ausência de um grau específico.

Para empresas nacionais, o português europeu é adequado; para multinacionais e scale-ups, o inglês é frequentemente exigido. Manter os termos técnicos (MLOps, feature store, serving) em inglês é a prática habitual em ambas as versões.

Salário

Salário por nível de experiência

Intervalos salariais típicos por nível de senioridade (EUR, bruto).

Nível Experiência profissional Intervalo salarial
Nível Inicial 0–2 anos €35K – €55K
Nível Intermédio 3–5 anos €55K – €85K
Nível Sénior 6–10 anos €85K – €130K
Coordenação / Direção 10+ anos €120K – €170K
Guia completo de salários →

Crie o seu currículo de Engenheiro de Machine Learning com o modelo gratuito da cvwon.com.

Começar agora

Relacionados

Modelos de CV semelhantes