Modelo de CV

Modelo de currículo para UI Designer em Portugal

O currículo de UI Designer deve provar competência visual e domínio de ferramentas como o Figma, não apenas listar funções. Num mercado como o português — com equipas de produto em Lisboa, no Porto e em Braga —, conta a clareza com que se apresentam design systems, tipografia, cor e acessibilidade. Convém manter o documento legível por sistemas ATS e remeter o trabalho visual para um portefólio ligado logo no cabeçalho.

Written & reviewed by the CVWon Editorial Team · Updated julho 2026

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Um bom currículo de UI Designer traduz decisões visuais em resultados.

Otimização ATS

Palavras-chave ATS

Inclua estas palavras-chave no seu CV para passar nos sistemas de gestão de candidaturas (ATS).

UI Designer Figma design system bibliotecas de componentes prototipagem acessibilidade WCAG tipografia design responsivo handoff Sketch Adobe XD design tokens sistemas de grelha contraste de cor

Um bom currículo de UI Designer traduz decisões visuais em resultados. Em vez de afirmar 'criativo e atento ao detalhe', mostra que redesenhou o fluxo de checkout de uma aplicação, elevou o contraste para cumprir o nível AA das WCAG e reduziu o número de ecrãs de sete para quatro. Refere as ferramentas exatas (Figma, Sketch, Adobe XD), o design system em que trabalhou e a forma como fez o handoff para a equipa de desenvolvimento. Mantém uma estrutura limpa, legível por ATS, e reserva o impacto visual para o portefólio, cujo endereço surge logo no cabeçalho.

Estrutura

Que secções deve incluir um CV de Designer UI?

Portefólio e ligação no cabeçalho

Para um UI Designer, o trabalho visual vale mais do que qualquer descrição. O recrutador procura o endereço do portefólio antes de ler o resto do documento.

Exemplo

Portefólio: brunosilva.design · Behance: behance.net/brunosilva — 6 casos de estudo (produto SaaS, app bancária, design system)

Resumo profissional orientado a produto

Três linhas que fixam a especialização (interface visual, design systems, acessibilidade) e evitam a confusão frequente com o perfil de UX Designer.

Exemplo

UI Designer com 5 anos em produtos digitais. Especializado em design systems escaláveis em Figma e em interfaces acessíveis (WCAG 2.2 AA).

Experiência com métricas de interface

Cada função deve mostrar decisões de desenho e o respetivo efeito mensurável, e não tarefas genéricas.

Exemplo

Reduzi a biblioteca de componentes de 40 para 22 elementos reutilizáveis, cortando o tempo de handoff em 30%.

Competências e ferramentas

É a secção que o ATS lê à procura de correspondências. Deve separar ferramentas de desenho, competências de interface e noções de front-end.

Exemplo

Ferramentas: Figma, Sketch, Adobe XD, Illustrator · Interface: design tokens, grelhas, tipografia, cor · Front-end: HTML, CSS (noções)

Formação e certificações

No mercado português, a licenciatura em Design (IADE, ESAD, politécnicos) e formações reconhecidas reforçam a candidatura.

Exemplo

Licenciatura em Design de Comunicação, IADE — Lisboa · Certificação Google UX Design (base transversal)

A evitar

Quais são os erros mais frequentes num CV de Designer UI?

Entregar o currículo como um PDF totalmente gráfico: as colunas, os ícones e as caixas de texto impedem o ATS de ler o conteúdo, e a candidatura é descartada antes de chegar a um humano.
Confundir o perfil com o de UX Designer — falar de entrevistas com utilizadores e mapas de jornada em vez de tipografia, cor, grelhas, componentes e estados visuais.
Não incluir a ligação para o portefólio, ou apontar para uma ligação partida a que o recrutador não consegue aceder: para um UI Designer, um portefólio inacessível equivale a não ter experiência.
Listar 'Figma' sem provar profundidade: falta indicar variantes, auto-layout, design tokens ou bibliotecas partilhadas que separam um utilizador básico de um profissional.
Guardar capturas de ecrã de baixa resolução ou descrever projetos sob NDA sem qualquer contexto, deixando o recrutador sem forma de avaliar a qualidade visual.

FAQ

Perguntas frequentes

O currículo de UI foca o desenho visual da interface: tipografia, cor, contraste, grelhas, componentes, estados e design systems. O de UX destaca investigação, arquitetura de informação e testes de usabilidade. Convém escolher um foco e não misturar os dois perfis no mesmo documento.

Não. São complementares: o portefólio mostra o trabalho visual, mas o currículo é o documento que passa pelo ATS e resume experiência, ferramentas e resultados de forma legível por máquina. Ambos devem estar ligados entre si e coerentes.

O Figma é hoje o padrão nas equipas de produto portuguesas; o Sketch e o Adobe XD ainda surgem em algumas empresas. Vale a pena referir o Illustrator ou o Photoshop para trabalho gráfico e noções de HTML e CSS para facilitar o handoff.

Não é obrigatória, mas ajuda. No mercado português é comum a licenciatura em Design (IADE, ESAD, ESAD de Matosinhos, politécnicos). Muitos profissionais entram por vias alternativas, desde que o portefólio demonstre domínio de interface e de design systems.

Deve guardar-se um ficheiro em texto real (não em imagem), com uma só coluna, títulos de secção claros e as palavras-chave da função. O impacto visual fica reservado para o portefólio, ligado no cabeçalho.

Salário

Salário por nível de experiência

Intervalos salariais típicos por nível de senioridade (EUR, bruto).

Nível Experiência profissional Intervalo salarial
Nível Inicial 0–2 anos €35K – €55K
Nível Intermédio 3–5 anos €55K – €85K
Nível Sénior 6–10 anos €85K – €130K
Coordenação / Direção 10+ anos €120K – €170K
Guia completo de salários →

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